As duas falanges!

"As palavras do Filho do Homem apontam a superação interna a si e a todos, pois somente Ele sabe do caminho e possui as chaves dos céus e do inferno, não obstante, as palavras do filho das trevas julgam e condenam sempre as atitudes e palavras do Filho do Homem, porém jamais a si mesmo!  Qual é o seu aliado neste exato instante, de que lado tu estás? Decida-se, pois, já esta muito fácil de distinguí-los."

V.M. Raphael

Ecologia Humana: A lição nossa de cada dia PDF Imprimir E-mail

 

Todos os acontecimentos catastróficos e coletivos, nas quatro direções do planeta, seja com a humanidade ou na natureza, têm  causa única: a má ação humana. Esta má ação do homem começa perante ele mesmo. Fome, miséria, pandemias, guerras e destruição, ganância, ódio e violência são rastros deixados pelo desequilíbrio humano sobre a face da Terra. São rastros que tornam essa inconsciência visível.

 

Este homem somos nós mesmos.

 

Repare, então, nos rastros que deixamos ao longo do dia, por onde passamos. Desde quando nos levantamos da cama até quando voltamos para ela: o lixo dos alimentos, os papéis, plásticos e vidros que utilizamos; a poluição do automóvel ou condução que usamos para nos deslocarmos de um lugar ao outro; os produtos químicos domésticos usados nas roupas, na limpeza da casa, que já deixaram um rastro de podridão desde onde vieram e que vão para o ralo, para o vaso sanitário, e transformam rios e arroios em esgoto. Para onde isso tudo volta, senão para a própria água e terra da Terra?

 

 

 

Reservas de Dunas em Cidreira, litoral do Rio Grande do Sul. Pela beleza,

parece "intocado", não?

 


Alguns metros depois, outra face de um mesmo lugar:

um depósito de lixo a céu aberto...


 

Mas, e os rastros invisíveis a olho nu? Onde estão?

 

O que se faz com aqueles pensamentos escondidos, sentimentos guardados, mágoas alimentadas quase sem perceber, quase sem querer? Querendo. Estaria tudo isso realmente invisível, escondido em um compartimento escuro dentro de nós? Esse não seria  um conceito, um subterfúgio do ego: acreditar que não estamos sendo vistos pelo Todo, por um Olho que Tudo Vê? Acreditamos que esse compartimento dentro de nós, por ser escuro, não é visto pela luz?

 

O ego nos autoengana. “Nada está oculto debaixo do céu e em cima da Terra.”

 

Assim diz o Evangelho de João, Capítulo 3:

 

“19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.”

 

Estamos sendo fanáticos, cegos religiosos, ao citar a Bíblia numa reflexão a respeito de ecologia? Leiam novamente a citação e reflitam: seria nossa questão apenas ecológica, social, organizacional, econômica e política? Uma ecologia apartada do Princípio Universal Criador, deslocada, voltada apenas a um ecossistema externo, sendo que esse ecossistema começa dentro de nós? Ou seria o meio ambiente somente o ar, a terra, as águas, florestas, rios, vulcões, as montanhas e planícies, os animais? Mas, e o homem? O meio e o ambiente não começam sua vasta extensão dentro de nós?

 

Onde começam nossas ações senão dentro de nós, neste exato instante?

 

O formigueiro globalizado que se tornaram as cidades humanas corresponde ao mesmo formigueiro que atordoa a nossa mente, nosso coração e nosso sexo. São a mesma Babilônia, porém personificada dentro de nós. Novamente do macro ao micro.

 

E o formigueiro trabalha tanto, sem parar, um trabalho que ao invés cuidar da terra, consome-a, devasta-a, rouba o “sal da terra”, a essência. Assim somos nós conosco mesmos. Nos auto-sugamos sem percebermos. Depositamos todas as nossas energias em coisas fúteis e sem sentido.

 

A consequencia é: todo o acúmulo de lixo industrial, o desrespeito à natureza, o assassinato massivo de animais e de seres humanos, a desorganização civilizatória animalizada, socialmente miserável, egoísta e geograficamente invadida são reflexo do lixo, da desorganização, da desorientação psicológica que está instalada dentro de cada um de nós. Essa é a origem das nossas “más obras”.

 

Em nossa microscópica psicologia, todo esse lixo corresponde a milhões de agregados psíquicos que buscam ao máximo manter-se escondidos da luz da consciência, para não serem descobertos e dissolvidos. Porém por ela, a consciência, são vistos no mesmo instante em que tentam se esconder, quer queiramos ou não. Mesmo que façamos vista grossa, a consciência nos aponta onde está o erro.

 

O erro sempre vêm dos defeitos psicológicos. Chama-se “agregados” porque literalmente se agregam a toda energia vital disponível em nossos corpos. Esses parasitas psicológicos são a personificação dos nossos defeitos, que nos levam a cometer erros sobremaneira, em todos os aspectos de nossa vida. Foram criados por nós mesmos, são criações nossas, se mascaram na personalidade, em hábitos, repetições de comportamentos, manias, trejeitos, conceitos, ideologias, desejos, apegos etc e etc e mais etc. E seu alimento? A energia dos nossos pensamentos, sentimentos e ações. Moram na mente, no coração e no sexo.

 

A Autêntica Ecologia Humana

 

Vamos fazer o caminho inverso então, e observar cada manifestação de um defeito psicológico como se fosse uma formiga: como é sua interação no formigueiro (psicologia), como age, sente, pensa, se movimenta. É preciso conhecer suas ações e intenções dentro de nós, para então eliminá-las.

 

Essa é a Autêntica Ecologia Humana: eliminar o lixo psicológico, o lixo que criamos do lado de dentro, para não produzir mais lixo do lado de fora. Leia-se "lixo" todas as criações, atos e decisões que vêm do ego. O Ego e o Egoísmo sempre prejudicam os semelhantes, poluem o ambiente, nos destrói. Mesmo que na aparência, estratagema do ego, pareça o oposto.

 

Praticar a Ecologia Humana é despertar para ações conscientes, decidir alimentar a psicologia com a força que sobe, que eleva, aproveitando em cada instante todas as dificuldades que se apresentam para fazer consciência.  Através da Eologia Humana se aprende o que significa TRANSCENDÊNCIA. Só enfrentando as dificuldades é que se “tempera com sal” a vida e pode-se atingir a Transcendência, uma qualidade direta da Consciência. Com a Transcendência das dificuldades conseguimos resgatar a Consciência aprisionada no ego.

 

 

 

 

Cada ato nosso ou impulso interior provém de uma energia, e também se alimenta de uma determinada energia. Ela vem de um lugar para ir a outro. Essa energia está submetida à força que sobe ou à força que desce. Essa força é quem vai dar o tom da direção, tanto de onde vem como para onde vai.

 

A força que sobe é a própria busca pela consciência, a ascendência, que vem dela mesma e conduz a ela mesma. A que desce provém de freqüências baixas e conduz à descendência. Porém, para subir há que haver hiperesforço na busca pela consciência. Para descender, basta nada fazer. A primeira força vem do Ser. A segunda, do Ego.

 

Onde então estamos colocando nossa energia e de onde ela está vindo?

 

Einstein disse: "O mundo é um lugar perigoso; não somente por aqueles que fazem o mal, mas também pelos que olham e não fazem nada."

 

 

Arquimedes nos deu uma grande chave: "Dá-me um ponto de apoio e moverei o Universo"

 

O princípio do trabalho está na auto-observação: colocamos o foco num ponto internamente, que pode ser a pulsação do coração ou o som ssssssss que temos na glândula pineal, para então, a partir desse ponto, captamos esses pequeninos detalhezinhos internos dos defeitos psicológicos. Assim conhecemos de fato o que chamamos de ação dos agregados psíquicos dentro de nós. Um pensamento, que seja, já é a ação dos agregados. Um sentimento ou emoção inferior é também uma ação de um agregado psíquico dentro de nós. No exato instante, esses agregados que “pensaram” e “sentiram” estão roubando um pequenino “cristal de sal”, a nossa essência e, por conseqüência, estão nos adormecendo. Estão roubando a força do Ser. Todas as doenças provém de uma “sugação” provocada pelos agregados psíquicos em nossos corpos sutis.

 

O alimento da consciência, a essência, o “sal”, é o mesmo alimento do agregado. Porém, uma vez alimentado o agregado, ele estará roubando a energia da consciência. Alimentar o agregado é inconsciência, adormecimento e enfermidade. Se fazemos o contrário, alimentamos de essência a própria essência e essa se fortalece e nos impulsiona a seguir firmes na nutrição psicológica.

 

Como se libertar então desses impulsos inferiores e interagir de forma consciente conosco e com tudo à nossa volta? Como fazer do “sal” mais “sal”, o tempero da essência, que é a própria essência? Como resgatar a saúde que ainda não conhecemos?

 

Para realizar essa tarefa existencial apelamos à própria força interna que é Pura Transcendência. É Dela a força capaz de resgatar a essência de dentro do agregado psíquico, transformando esse parasita psicológico em pó.  A Mãe Divina é Fogo, um Fogo Invisível aos olhos físicos, mas perfeitamente visível nas dimensões mais sutis. Essa força feminina atua dentro de nós a cada apelo.  É aprendendo a nutrir cada instante e aplicar a Morte Psicológica continuamente que vamos libertando a essência. Existem outros tópicos nesse site que explicam passo a passo as práticas da Morte Psicológica.

 

A essência dentro de nós é como uma criança: é inquieta e percebe o novo em cada instante

 

Morrer é viver. Isso a natureza mesmo nos ensina com seus processos cíclicos, suas estações, renovações e florescimentos. Porém, a natureza está submetida a determinadas leis e o trabalho de Ecologia Humana, de Gnose Autêntica, nos ensina a transcender essas leis. A estar além do bem e do mal, além do bonito e do feio, do certo e do errado. A superar o determinismo e a dualidade. A superar a nós mesmos...

 

Uma Ecologia que começa aqui e agora, dentro de nós. Sabendo organizar o lado de dentro, será puro reflexo organizar as coisas do lado de fora, de forma equilibrada e altruísta. Mesmo que tudo esteja egóico demais, desorganizado demais, sujo demais,  acelerado demais, ainda há chance para mudar a nós mesmos.

 

Esse é apenas mais um toque.


Gnose@amormaior.org

 

 


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